Avançar para o conteúdo principal

Gelados de pau

Um dos gelados preferidos da Joana é o Calipo. Não interessa o sabor. No verão passado consegui conquista-la com uns gelados feitos em casa com umas forminhas de gelados comparados no ikea. Fazíamos um Tang e depois deitava o sumo nas formas e levava-as ao congelador e tínhamos gelados!

Mas esta solução não resolvia duas questões: o facto de não serem verdadeiros sumos de fruta e de não reduzir em nada a quantidade de açúcar que está presente em ambos os gelados...

Este ano prometi que seria diferente. Este calor extraordinário e fora da época já trouxe os primeiros pedidos de gelados. Combinei com ela fazermos uns gelados de pau, como ela lhe chama, mas com sumos de fruta de verdade. Ficou entusiasmada e pediu-me gelados de morango, framboesas e sumo de laranja. Queria uns gelados arco-íris! 

Com framboesas em casa não quis deixar passar a oportunidade e comecei a seguir o plano. Mas assim que provei as framboesas, já desfeitas em sumo, percebi logo que não ia resultar. Intragável ao paladar, muito ácido. Lá adicionei, contrariada, mel, mas sempre no espírito de estar a fazer o melhor para ela, pelo menos é uma base de fruta e não adicionei açúcar refinados. 

Como só tinha 6 formas para gelados, a quantidade que utilizei acabou por encher praticamente as forminhas... Não ficaram tão bonitos como queria ou tinha imaginado... Mas agora só interessa saber se os gelados passam no teste e ela pede menos calipos este ano...

Nós os adultos adoramos...
 
 
 
 
 
Gelados de pau de framboesa e laranja

Ingredientes:
- 125 gr de framboesas 
- 1 colher de sopa de mel
- 125 gr de sumo de laranja

Preparação:
Desfaça as framboesas com o mel num robot de cozinha. Distribua o sumo por 6 forminhas de gelado e leve ao congelador durante 12 horas.

Esprema laranjas até obter 125 gr de sumo e deite nas formas por cima do sumo de framboesa. Leve ao congelador mais umas horas até que todo o gelado esteja sólido. Delicie-se em família com um gelado cheio de vitaminas, sem corantes nem conservantes. 

Comentários

Mensagens populares deste blogue

Aguardentes & Licores

O ano passado lancei-me na 'arte' de fazer licores para oferecer nos cabazes de Natal. Comprei uma aguardente de boa qualidade e segui duas receitas publicadas na revista da Bimby "Momentos de Partilha". O resultado final foi muito apreciado pelos convivas a quem ofereci, já que por casa ninguém é apreciador de álcool, nem nas maçãs assadas (felizmente só se estraga uma casa) e por isso nem provamos o resultado final.Este ano tentei perceber um pouco mais sobre este universo das aguardentes (a base dos licores). Em jeito de 'Resumo' tenha em atenção o seguinte:O primeiro factor a ter em consideração, quando se faz um licor, tem a ver com o teor alcoólico da aguardente porque a quantidade de água e açúcar que se vai utilizar depende disso. Isto é, se tiver um teor de álcool de 40º, para 1 litro de aguardente, deve-se utilizar cerca de 500 gr de açúcar e 650 ml de água. Se tiver um teor de álcool de 70º, para 1 litro de aguardente, deve-se utilizar a mesma prop…

Molho cervejeira

Quem estuda economia ou gestão costuma falar sobre a curva de crescimento das empresas. Na verdade, todas as empresas têm o seu momento de crescimento, expansão e algures no tempo, a estagnação e a morte. Mais cedo, ou mais tarde, é o que acontece. Claro que há empresas que levam mais tempo do que outras a chegar ao declínio… Veja-se a Coca-cola, veja-se a MacDonalds… Independentemente da concorrência, são empresas com história que se mantêm até hoje como lideres, que ultrapassaram todos os momentos de expansão e contração da economia.Em minha opinião isto acontece por variadas razões, seja pela gestão, pelas ações de marketing, pela publicidade, mas acima de tudo, pelo segredo que os seus produtos encerram. Pela inovação que trouxeram quando chegaram ao mercado.Tentando passar isto para o panorama nacional, veja-se a Portugália e o seu molho que se mantém inalterado desde sempre (dizem). Passou de uma cervejaria de Lisboa, a uma cadeia de restaurantes espalhada por todo o país. Ainda…

Licor de framboesa

Já referi aqui algumas vezes o quanto os meus gostos têm mudado ao longo da vida. Disso foi esse exemplo este ano ter aprendido a gostar de maracujá e frutos vermelhos. Mas muitos outros exemplos houve e a verdade é que à medida que vamos evoluímos, os nossos gostos também evoluem.Para mim o grande salto aconteceu quando comecei a cozinhar. Não gostava de cebola, ervas aromáticas, pimentos, favas, cogumelos, enfim. A lista era infindável. E a verdade é que até mesmo carne de vaca, que já não comia há mais de 15 anos, por não suportar o sabor, no outro dia abri uma exceção num curso que fiz e… GOSTEI!O importante é termos a mente aberta e dar o primeiro passo para experimentar e insistir se necessário for. Porque só assim conseguimos tirar a teima se é simplesmente um ‘não gostar’ daqueles de quem nunca provou, ou um ‘não gostar’, à séria, de quem não suporta o ingrediente x ou y.As framboesas entraram na minha vida este ano. E era daquelas antipatias crónicas. Era comum ouvirem dizer-…