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Mensagens

Nham, cuajada, nham...

A febre da cuajada já passou um pouco por [quase] todos os blogs e assim que vi no El Corte Inglês comprei. Já lá vão dois anos e a verdade é que a validade está próxima do fim... Se antes não tive oportunidade para me lembrar de algo para fazer com a cuajada, por falta de tempo, agora tenho MESMO pressa de a gastar. Lembrei-me de fazer uns iogurtes. Fui procurar à blogosfera e reparei que o blogCoco & Baunilha tinha em tempos publicado uma sobremesa láctea, que por sua vez tinha ido buscar ao Fórum Bimby. O aspeto pareceu-me soberbo e a rapidez com que se faziam foi a palavra de ordem. Apenas usei mel em vez de açúcar e leite meio gordo em vez de gordo. Aprovadíssimos!Na verdade, depois de os experimentar não quero outra coisa e para esta semana sai mais uma dose, porque quem experimenta fica fã! São mesmo divinais.Por essa razão, não podia deixar de publicar com quem me segue, neste meu cantinho que mais não é do que o meu livro de receitas, das coisas boas que invento ou que ex…

Poejos

Num destes dias, num dos muitos eventos gourmets que invadiram o país, experimentei uma sopa intrigante do Chef responsável pela Marca Pingo Doce. Poejada.Na verdade, com o meu olhar e provar totalmente dissecante, analisei a sopa ao mais ínfimo pormenor e com a ajuda do profissional alentejano lá de casa percebi como era feita. Na verdade é tão simples que confesso que fiquei desconcertada. Às vezes tenho tendência a achar que os melhores pratos levam horas de preparação e execução, mas nada mais errado. E esta sopa é disso exemplo.Com tantos poejos nos vasos da varanda, frutos das chuvas intensas deste ano, não quis deixar de fazer a minha versão em casa. Pois foi mais que aprovada! Eu sei que a maior parte dos alentejanos que estão a ler este post estão a pensar que esta sopinha ficava mesmo bem com umas sopinhas de pão, mas estão à vontade para adicionar. Na verdade é o casamento perfeito e a forma certa de comer esta sopa. Mas para mim, que não gosto de comida feita com pão, esta…

Dia um... Na cozinha! - 11ª edição

Este mês foi um mês de algumas avarias... Bolos, sobremesas, enfim... Quando saiu o tema deste mês do "Dia um... Na cozinha!" Pensei logo para mim mesma que não ia participar! Doces conventuais?? Logo este mês?? Acho que vou mesmo ficar de fora...Mas ontem não aguentei de remorsos... E mesmo depois de 200 km de viagem e muita roupa para tratar (acho que sabem do que falo) lá resolvi ir para a cozinha. Se era para participar que participasse com a minha sobremesa preferida - leite creme. Amo leite creme com todos os meus poros... Não aquele leite creme tipo pudim, que parece de pacote, engrossado com maizena ou farinha comum. Não... Gosto do leite creme com sabor a limão, engrossado com gemas, gemas de ovos de galinhas a sério. Um leite creme amarelinho, queimado pouco antes da primeira colherada. Hummmmmm... Depois da primeira colherada pouco ou nada há a dizer...____________________ Leite creme[faz 5 taças]
Ingredientes:- 1/2 litro de leite gordo do dia- 8 a 12 gemas XL (qua…

Tapioca

No outro dia, por acaso, encontrei tapioca na secção gourmet do Continente. Ja há que tempos que andava mortinha por experimentar. E confesso que nem fazia ideia do que eram, na verdade, estes grãos. Um amigo tinha-me dito que quando era pequeno a mãe usava estes grãos na canja, em substituição do arroz ou da massinha, mas também já tinha lido que a utilização mais comum é em sobremesas...Na embalagem referem o que são bolinhas de tapioca, que são, na verdade bolinhas de mandioca, e explicam como devem ser preparadas e cozinhadas e basicamente segui as instruções, com algumas adaptações minhas. Assim que percebi que no final seria suposto assemelhar-se à forma como se faz arroz doce ou aletria, acabei por converter um pouco a minha receita familiar destes doces a esta nova iguaria.Pois correu muito bem e gostamos bastante cá por casa. É uma sobremesa totalmente despretensiosa, muito simples, mas nem por isso, menos recomendada a ser experimentada. Gostamos! Será para repetir com tod…

Tisanas

Adoro ervas aromáticas, secas ou frescas, cada uma com o seu poder e aroma. A minha primeira casa era um apartamento pequeno sem varandas, numa zona extremamente ventosa. Mesmo nestas condições, tinha vasos presos na janela, do lado de fora com algumas ervas. Pelo menos até que num dia de maior vento os vasos foram arrancados dos suportes (sim arrancados) e tive de os por dentro de casa. O que não é a mesma coisa... Estas ervas gostam de sol, chuva, ar puro, situações adversas...Quando comprei a minha casa atual a minha maior preocupação foi ter um espaço exterior onde conseguisse ter alguns vasos, algumas ervas, alguns chás. E a verdade é que já lá vão 4 anos de ervas... Desde salsa e coentros, a cebolinho, hortelã pimenta, menta, chocolate e ananás (sim gosto de hortelã), alecrim, louro, malaguetas, aipo, tomilho, poejos, hortelã da ribeira, oregãos, manjericão, sálvia, segurelha, lúcia lima, cidreira e erva príncipe... Não, não tenho um jardim, tenho uma varanda com alguns vasos, m…

2º Aniversário

E já passaram dois anos que me meti nesta aventura... Parece que foi ontem... Recordo-me das insistências do Mário, mas ainda mais me recordo da minha insegurança habitual que gritava "para que vais criar um blog se não vais trazer nada de novo?"Dois anos volvidos, alguns momentos altos, outros nem por isso, este acabou por ser o veículo de muitas partilhas, frustrações e até o diário das muitas vivências cá de casa. Nestes dois anos muita coisa aconteceu... Há dois anos atrás a minha bebé tinha dois anos e dois anos volvidos está uma menina crescida que já não usa fraldas ou chucha... Foram inúmeras as aventuras e desventuras vividas e à mesa celebramos esta felicidade que tanto nos une. Esta minha reguila, esta minha princesa, passou a participar das receitas da mãe e do pai e o que se fazia a uma mão, passou a ser feito a duas e às vezes mesmo a três... À parte da vida familiar, mantenho dois trabalhos. No meu trabalho principal, como bancária, sinto-me mais realizada. Ma…

Acompanhamento diferente

Há muito que desisti de fazer uma lista de ‘To Dos’. Para quem não sabe, é basicamente uma pilha de receitas, seja em formato papel, seja em formato digital, que guardamos para um dia fazer e o tempo passa e nunca fazemos. Pelo menos no meu caso tem funcionado assim…São muitas as minhas fontes de inspiração. Leio, vejo, pesquiso e o resultado final acaba por ser o conhecimento adquirido. Como a minha querida Anabela um destes dias me disse, “o conhecimento é o que sobra depois de termos esquecido o que estudamos”. Não podia concordar mais com ela.Pois esta receita não foi ideia minha, alguém já se tinha lembrado antes de mim de fazer um arroz fingido aproveitando a textura da couve flor… Não sei quem foi, em que livro li, porque não segui uma receita. Fiz à minha maneira, ao gosto dos gostos cá de casa e fez sucesso.Adoro filetes e normalmente acompanho com um arroz caldoso de tomate, ou de espinafres, ou feijão… Mas desta vez aconteceu assim e soube muito bem… Até ao marido, que não …