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Mensagens

Um desastre...

Há coisas na vida para as quais não fomos preparados – a doença de um filho, especialmente se súbita. O meu final de ano acabou por ser um misto de terror, suspense e drama. Com certeza um cenário nada adequado a momentos que se associam a festa, a alegria, resumindo a coisas boas…Tudo preparado para uma merecida pausa de 5 dias, uma viagem planeada até Milfontes, malas feitas, mala do carro carregada e tudo à minha volta parecia indicar que não ia…A Joana começa com febre intermitente… Vou ao hospital e chamam-lhe virose… Mas a febre não abranda e torna-se menos espaçada… E em Milfontes estou a 100 km do hospital mais próximo… E é dia 30 e não sei o que fazer. Bom, vou voltar ao hospital. Joana sem sintomas nenhuns, além de febre e nem por isso demasiado alta, corre pelos corredores contrariando todas as hipóteses de estar doente… Tivemos sorte, a médica de serviço, vendo que éramos repetentes, resolveu mandar fazer um RX, já que por auscultação e observação, nada justifica a febre… …

Dia um... Na Cozinha! - 8ª Edição!

Como já tive oportunidade de contar por aqui, na minha família nunca houve uma grande tradição natalícia. Seja porque a família não conseguia estar toda junta sentada à mesa de Natal (em virtude das profissões que tinham implicar trabalho por turnos). Seja porque a minha avó centralizou sempre tudo e de todos os descendentes serei das poucas a ter interesse em alguma da pouca herança culinária que um dia morrerá com a minha avó. Se a tudo isto juntarmos o fato de as receitas estarem registadas apenas na cabeça da minha avó, conseguem imaginar a dificuldade que é conseguir fazer perdurar essa herança.De tudo isto, há uma coisa que todos os anos havia – filhós/filhoses. Posso mesmo dizer que era a única constante. Claro, também havia bacalhau cozido com couves e polvo frito com arroz do mesmo. Mas é a receita das filhós/filhoses que tanto mistério encerra para mim.Há 4 anos que a tento replicar. Porque a minha avó tentou passar-me a receita, mas com quantidades que só existem na cabeça …

Castanhas

Adoro castanhas. Não tivesse eu nascido na época delas, no dia exato em que é costume comer-se castanhas, acompanhas de água pé.Pois este ano resolvi fazer um pequeno miminho para mim própria e resolvi tentar fazer doce de castanha. Tudo isto porque estava sentada a ver o 24 Kitchen e a Rachel Khoo, na sua pequena cozinha parisiense, dizia que um dos doces preferidos dos franceses era doce de castanha. Era, na verdade, o recheio de crepes preferido e o mais vendido nas bancas de rua.A vontade de ir para a cozinha inventar foi mais que muita e lá fiz este doce em duas fases. Sim, porque numa noite tive tempo para as por a cozer e descascá-la. E apenas num outro dia tive tempo para fazer o doce. Mas a verdade é que o resultado final superou as minhas expetativas. Ainda bem que, mesmo na azáfama habitual, resolvi fazer. É uma delicia e a cabeça já fervilha com novas ideias. Espero que gostem. É bastante simples de fazer.____________________ Doce de castanha[fez 5 frascos pequenos]
Ingredie…

Feliz Natal

Em contagem decrescente para o Natal, deixo-vos algumas fotos dos cabazes deste ano e o presente 'sensação' deste ano - um simples vaso, em latas recicladas pintadas, com cactos.A prova de que basta tão pouco para fazermos os outros felizes, basta estarmos dispostos a dar de nós. Sim, sinto-me a precisar de 6 meses de férias. Sim, há já algumas noites que não durmo a ultimar etiquetas personalizadas, a verificar check lists para ver se nada falha. Mas tudo vale a pena quando queremos dar parte de nós. Enquanto acreditar nisto, o Natal será assim para mim. Não pela data, que como sabem não gosto, mas porque resolvi aproveitar a data para agradecer a todos aqueles que tornaram a minha vida e dos que me são mais próximos, tão especial.Claro que tenho uma cara metade que me ajuda em tudo e isso facilita. E a ele devo muito, mas especialmente porque tem o dom de tornar a minha vida sempre mais fácil...Bom, mas aproveito a ocasião para desejar a todos um Natal cheio de tudo o que …

Em falta!

Ultimamente e não querendo utilizar sempre o mesmo clichê, o tempo não dá para nada… Não percebo como 24 horas conseguem nuns dias demorar tanto tempo a passar e noutros voa, simplesmente voa e chegamos a 6ª feira com a sensação de que ainda é 4ª feira.Isto para vos dizer que prometi publicar o bolo da querida Lúcia do Barriguinhas a seguir ao meu aniversário e já passou um mês. Mas tem sido mesmo impossível… Não consigo fazer render o tempo e para por em dia tudo o que está atrasado receio que nem um mês sem dormir me chegava…Bom, mas vamos lá ao bolo.AQUIdei-vos conta qual o bolo escolhido para fazer parte da minha festa de aniversário. A verdade é que fiz o bolo e desapareceu num instante! O que só pode ser um bom sinal.A receita original é da Lúcia que teve a amabilidade de fazer este bolo especialmente para festejar o meu aniversário e sendo a receita dela a vencedora só a tinha de replicar e acreditar que ficaria igual…Pois… Mas quando nos pomos a fazer um bolo há meia noite, se…

Presentes que se comem

Quando era pequenina lembro-me de não ter mesada… Os meus pais davam-me dinheiro para lanchar na escola e se eu queria ter dinheiro meu, para comprar o que fosse, tinha de juntar esse dinheiro, claro está, não lanchando.A verdade é que os meus pais sempre foram de opinião que dinheiro a mais nas mãos de crianças/adolescentes pode levar a adquirir vícios, dos meus leves ao mais pesados, mas vícios. Então, sempre tive o dinheiro contado.Isto para vos contar que sempre queria oferecer um presente de Natal à minha família, juntava tudo o que podia ao longo do ano para oferecer uma lembrança, por mais simbólica que fosse. E nunca falhei um ano desde os meus, se lá, 7/8 anos…Já adulta (e felizmente a vida permitiu-me ter um emprego onde o dinheiro passou a ser menos contado), fiquei resplandecente por poder oferecer presentes menos simbólicos.A ideia inverteu-se há cerca de 3 anos… Cansei-me das lojas cheias de gente para comprar presentes e para trocar presentes. Cansei-me de adultos a rec…