Avançar para o conteúdo principal

Topping de ruibarbo, meloa e maracujá

As férias do verão são o momento perfeito para dar largas à imaginação na cozinha. Porque tenho mais tempo, mais disponibilidade mental para pensar em combinações de sabores, porque o calor acaba por pedir simplicidade e pratos deliciosos. Há quem relaxe à beira da piscina, eu relaxo na cozinha, a tender massa de bolacha, a inventar gelados, a improvisar sabores novos de saladas.

Estas férias de verão não foram exceção com a agravante de termos mudado radicalmente a nossa alimentação. Todas as ideias que não foram possíveis de executar por falta de tempo, soltei-as agora e fizeram as delícias da família que não sentiu mesmo nada falta de comer no restaurante.

Este topping surgiu da necessidade de utilizar ruibarbo que ainda tinha trazido de Lisboa. Como tinha feito um gelado de pêssego achei que esta combinação seria perfeita. Não me enganei. Depois de provar esta delícia, é impossível achar que comeria melhor numa gelataria. 

Não se preocupe se não encontrar ruibarbo.  Faça a sua própria combinação. Estamos na altura das amoras silvestres. Faça um passeio em família e aproveite para colectar!





Topping de ruibarbo, meloa e maracujá

Ingredientes:
- 2 hastes de ruibarbo (100 gr)
- 200 gr de meloa aos cubos
- sumo de 1 laranja
- polpa de 1 maracujá
- 1 pau de canela
- 1 colher de chá de mel

Preparação:
Corte o ruibarbo em pedaços mais pequenos e coloque num tacho com os restantes ingredientes. Deixe cozinhar em lume brando cerca de 10 a 15 minutos para cozinhar e reduzir o líquido.

É delicioso assim morno em cima de panquecas ou gelados, mas é também uma delicia fresquinho. 

Comentários

  1. Ainda não tive oportunidade de provar ruibarbo, adoro maracuja por isso topping agrada-me.
    Boa semana

    ResponderEliminar

Enviar um comentário

Mensagens populares deste blogue

Aguardentes & Licores

O ano passado lancei-me na 'arte' de fazer licores para oferecer nos cabazes de Natal. Comprei uma aguardente de boa qualidade e segui duas receitas publicadas na revista da Bimby "Momentos de Partilha". O resultado final foi muito apreciado pelos convivas a quem ofereci, já que por casa ninguém é apreciador de álcool, nem nas maçãs assadas (felizmente só se estraga uma casa) e por isso nem provamos o resultado final.Este ano tentei perceber um pouco mais sobre este universo das aguardentes (a base dos licores). Em jeito de 'Resumo' tenha em atenção o seguinte:O primeiro factor a ter em consideração, quando se faz um licor, tem a ver com o teor alcoólico da aguardente porque a quantidade de água e açúcar que se vai utilizar depende disso. Isto é, se tiver um teor de álcool de 40º, para 1 litro de aguardente, deve-se utilizar cerca de 500 gr de açúcar e 650 ml de água. Se tiver um teor de álcool de 70º, para 1 litro de aguardente, deve-se utilizar a mesma prop…

Molho cervejeira

Quem estuda economia ou gestão costuma falar sobre a curva de crescimento das empresas. Na verdade, todas as empresas têm o seu momento de crescimento, expansão e algures no tempo, a estagnação e a morte. Mais cedo, ou mais tarde, é o que acontece. Claro que há empresas que levam mais tempo do que outras a chegar ao declínio… Veja-se a Coca-cola, veja-se a MacDonalds… Independentemente da concorrência, são empresas com história que se mantêm até hoje como lideres, que ultrapassaram todos os momentos de expansão e contração da economia.Em minha opinião isto acontece por variadas razões, seja pela gestão, pelas ações de marketing, pela publicidade, mas acima de tudo, pelo segredo que os seus produtos encerram. Pela inovação que trouxeram quando chegaram ao mercado.Tentando passar isto para o panorama nacional, veja-se a Portugália e o seu molho que se mantém inalterado desde sempre (dizem). Passou de uma cervejaria de Lisboa, a uma cadeia de restaurantes espalhada por todo o país. Ainda…

Licor de framboesa

Já referi aqui algumas vezes o quanto os meus gostos têm mudado ao longo da vida. Disso foi esse exemplo este ano ter aprendido a gostar de maracujá e frutos vermelhos. Mas muitos outros exemplos houve e a verdade é que à medida que vamos evoluímos, os nossos gostos também evoluem.Para mim o grande salto aconteceu quando comecei a cozinhar. Não gostava de cebola, ervas aromáticas, pimentos, favas, cogumelos, enfim. A lista era infindável. E a verdade é que até mesmo carne de vaca, que já não comia há mais de 15 anos, por não suportar o sabor, no outro dia abri uma exceção num curso que fiz e… GOSTEI!O importante é termos a mente aberta e dar o primeiro passo para experimentar e insistir se necessário for. Porque só assim conseguimos tirar a teima se é simplesmente um ‘não gostar’ daqueles de quem nunca provou, ou um ‘não gostar’, à séria, de quem não suporta o ingrediente x ou y.As framboesas entraram na minha vida este ano. E era daquelas antipatias crónicas. Era comum ouvirem dizer-…