Avançar para o conteúdo principal

Ainda meloa

Desde que voltei ao trabalho o tempo parece que encolheu... Se já 24 horas me pareciam curtas para as inúmeras tarefas diárias, agora, quando dou conta, o dia já terminou...

Pela lei das prioridades que regem todas as mães, a Joana e tudo o que lhe diga respeito acaba por vir em primeiro lugar. Depois vem o trabalho que paga as contas e depois tudo aquilo que gosto de fazer e que deixei de ter tempo para... O blog inclusive... E resta-me olhar com nostalgia diária para os blocos de notas carregados de apontamentos de receitas... E para as fotos à espera de serem publicadas... E adiar por tempo indeterminado as histórias que tinha em mente partilhar...

Por todas estas razões, esta receita só agora veio aqui parar ao blog... Não consegui esperar pelo próximo Verão para a publicar. Tenho esperança que ainda consigam encontrar meloas à venda... Porque este doce vale cada km que se faça em busca da fruta que lhe dá origem...

A inspiração chegou, mais uma vez, dos pequenos almoços da Quinta do Chocalhinho onde provei pela primeira vez este doce. Confesso que o fiz a medo apenas e só pelo facto de não apreciar meloa enquanto fruta. Mas depois de experimentar, sabia que assim que chegasse a Lisboa tinha de tentar replicar o sabor deste doce. Um doce tão bom que passou a ocupar o primeiro lugar nos meus doces preferidos, relegando para segundo lugar o doce de pêra.

Espero que gostem... Ainda que adiem a sua feitura para o próximo Verão...

________________________

Doce de laranja e meloa




Ingredientes:

- 1,150 kg de meloa descascada

- 1 kg de açúcar

- raspa de uma laranja

- sumo de duas laranjas




Preparação:

Coloque todos os ingredientes ao lume e deixe atingir o ponto em lume brando. Este doce demorou 1 hora e meia a fazer. Deve vigiar e não deixar passar o ponto. Eu verifico o ponto colocando uma colher de doce num pires. À medida que for virando o pires, o doce deve começar a prender, isto é, a resistir a descer. Não se esqueça que depois de frio também prende um pouco mais.

____________________________

 

Comentários

  1. Nem sempre conseguimos esticar o tempo ...
    Mas valeu a pena esperar , porque esse doce esta com uma cor linda!
    vou com certeza fazer!
    Beijinho :)

    ResponderEliminar
  2. Tudo se há-de cômpor e organizar, dá tempo ao tempo :)
    O doce ficou lindo!

    ResponderEliminar
  3. vê-se que ficou com uma textura fantástica, que delícia!

    ResponderEliminar

Enviar um comentário

Mensagens populares deste blogue

Aguardentes & Licores

O ano passado lancei-me na 'arte' de fazer licores para oferecer nos cabazes de Natal. Comprei uma aguardente de boa qualidade e segui duas receitas publicadas na revista da Bimby "Momentos de Partilha". O resultado final foi muito apreciado pelos convivas a quem ofereci, já que por casa ninguém é apreciador de álcool, nem nas maçãs assadas (felizmente só se estraga uma casa) e por isso nem provamos o resultado final.Este ano tentei perceber um pouco mais sobre este universo das aguardentes (a base dos licores). Em jeito de 'Resumo' tenha em atenção o seguinte:O primeiro factor a ter em consideração, quando se faz um licor, tem a ver com o teor alcoólico da aguardente porque a quantidade de água e açúcar que se vai utilizar depende disso. Isto é, se tiver um teor de álcool de 40º, para 1 litro de aguardente, deve-se utilizar cerca de 500 gr de açúcar e 650 ml de água. Se tiver um teor de álcool de 70º, para 1 litro de aguardente, deve-se utilizar a mesma prop…

Molho cervejeira

Quem estuda economia ou gestão costuma falar sobre a curva de crescimento das empresas. Na verdade, todas as empresas têm o seu momento de crescimento, expansão e algures no tempo, a estagnação e a morte. Mais cedo, ou mais tarde, é o que acontece. Claro que há empresas que levam mais tempo do que outras a chegar ao declínio… Veja-se a Coca-cola, veja-se a MacDonalds… Independentemente da concorrência, são empresas com história que se mantêm até hoje como lideres, que ultrapassaram todos os momentos de expansão e contração da economia.Em minha opinião isto acontece por variadas razões, seja pela gestão, pelas ações de marketing, pela publicidade, mas acima de tudo, pelo segredo que os seus produtos encerram. Pela inovação que trouxeram quando chegaram ao mercado.Tentando passar isto para o panorama nacional, veja-se a Portugália e o seu molho que se mantém inalterado desde sempre (dizem). Passou de uma cervejaria de Lisboa, a uma cadeia de restaurantes espalhada por todo o país. Ainda…

Licor de framboesa

Já referi aqui algumas vezes o quanto os meus gostos têm mudado ao longo da vida. Disso foi esse exemplo este ano ter aprendido a gostar de maracujá e frutos vermelhos. Mas muitos outros exemplos houve e a verdade é que à medida que vamos evoluímos, os nossos gostos também evoluem.Para mim o grande salto aconteceu quando comecei a cozinhar. Não gostava de cebola, ervas aromáticas, pimentos, favas, cogumelos, enfim. A lista era infindável. E a verdade é que até mesmo carne de vaca, que já não comia há mais de 15 anos, por não suportar o sabor, no outro dia abri uma exceção num curso que fiz e… GOSTEI!O importante é termos a mente aberta e dar o primeiro passo para experimentar e insistir se necessário for. Porque só assim conseguimos tirar a teima se é simplesmente um ‘não gostar’ daqueles de quem nunca provou, ou um ‘não gostar’, à séria, de quem não suporta o ingrediente x ou y.As framboesas entraram na minha vida este ano. E era daquelas antipatias crónicas. Era comum ouvirem dizer-…