Avançar para o conteúdo principal

Cerejas & Lima

Nunca comi tantas cerejas como este ano. Acho que é uma das minhas frutas preferidas… Só mesmo ultrapassada pelo abacate.
Foi tanta a quantidade de cerejas que foram chegando directamente do Fundão que para além de as comer ainda deu para fazer sumos, tartes, bolos, iogurtes, enfim, uma enormidade de coisas boas. Mas o doce foi sendo adiado… Porque a tarefa de descaroçar é morosa e suja tudo em redores. E entretanto entrou a época dos pêssegos e achei que já não ia conseguir fazer doce…
Mas num destes fins-de-semana fui à praça de Benfica e na banca onde tenho por hábito ir, havia umas cerejinhas já de final de época. Maduras e por isso mais baratas. E quando olhei para elas percebi logo qual era o destino perfeito – DOCE!!!!
Claro está que quem tratou delas foi o meu sous-chef Mário, que as descaroçou e tratou para que eu pudesse juntar os meus pozinhos de perlimpimpim e fazer a magia do costume – UM DOCE FANTÁSTICO. Acho que este ano, os presentes de Natal, vão ser fantásticos…
______________________________________ 


Doce de Cereja com lima e anis
Ingredientes:
- 1, 8 Kg de cereja (peso sem caroço)
- 800 gr de açúcar branco
- 400 gr de açúcar amarelo
- raspa e sumo de 2 limas
- 2 flores de anis
- 2 paus de canela
- 1 vagem de baunilha (já usada)

Preparação:
Descaroce e lave bem as cerejas. Coloque todos os ingredientes num tacho e deixe ferver em lume brando cerca de 2 horas. Usei uma vagem de baunilha que já tinha sido raspada, apenas para dar o aroma, mas sem ser predominante.
Findo o tempo, retire os aromas (anis, canela, baunilha) e distribua o doce por frascos esterilizados. Coloque os frascos de cabeça para baixo até arrefecer (vai permitir ganhar vácuo e conservá-los mais tempo).
______________________________________ 

Comentários

  1. Hummmm deve ter ficado delicioso mesmo!
    :) tem uma cor linda!
    Beijinho e bom fim de semana ;)

    ResponderEliminar

Enviar um comentário

Mensagens populares deste blogue

Aguardentes & Licores

O ano passado lancei-me na 'arte' de fazer licores para oferecer nos cabazes de Natal. Comprei uma aguardente de boa qualidade e segui duas receitas publicadas na revista da Bimby "Momentos de Partilha". O resultado final foi muito apreciado pelos convivas a quem ofereci, já que por casa ninguém é apreciador de álcool, nem nas maçãs assadas (felizmente só se estraga uma casa) e por isso nem provamos o resultado final.Este ano tentei perceber um pouco mais sobre este universo das aguardentes (a base dos licores). Em jeito de 'Resumo' tenha em atenção o seguinte:O primeiro factor a ter em consideração, quando se faz um licor, tem a ver com o teor alcoólico da aguardente porque a quantidade de água e açúcar que se vai utilizar depende disso. Isto é, se tiver um teor de álcool de 40º, para 1 litro de aguardente, deve-se utilizar cerca de 500 gr de açúcar e 650 ml de água. Se tiver um teor de álcool de 70º, para 1 litro de aguardente, deve-se utilizar a mesma prop…

Molho cervejeira

Quem estuda economia ou gestão costuma falar sobre a curva de crescimento das empresas. Na verdade, todas as empresas têm o seu momento de crescimento, expansão e algures no tempo, a estagnação e a morte. Mais cedo, ou mais tarde, é o que acontece. Claro que há empresas que levam mais tempo do que outras a chegar ao declínio… Veja-se a Coca-cola, veja-se a MacDonalds… Independentemente da concorrência, são empresas com história que se mantêm até hoje como lideres, que ultrapassaram todos os momentos de expansão e contração da economia.Em minha opinião isto acontece por variadas razões, seja pela gestão, pelas ações de marketing, pela publicidade, mas acima de tudo, pelo segredo que os seus produtos encerram. Pela inovação que trouxeram quando chegaram ao mercado.Tentando passar isto para o panorama nacional, veja-se a Portugália e o seu molho que se mantém inalterado desde sempre (dizem). Passou de uma cervejaria de Lisboa, a uma cadeia de restaurantes espalhada por todo o país. Ainda…

Tarte de maçã

Quando percebemos que este é o tipo de alimentação em que nos revemos uma das preocupações surgiu com as visitas para jantar. O que servir? 
Na verdade os amigos já mostram curiosidade assim que percebem que mudamos a forma de comer, embora achem que é uma moda passageira. Ainda assim, quando nos convidaram a primeira vez para almoçar ficaram apreensivos e ligaram a perguntar o que nos podiam servir ao almoço. Estavam verdadeiramente preocupados...
Claro que lhes explicamos que podiam fazer uma carne ou um peixe porque a única coisa que mudava era o acompanhamento. Aproveitei e ofereci-me para levar uma salada, que por sinal foi do agrado de todos, e ajudou a derrubar barreiras.
Num destes dias surgiu um jantar improvisado cá por casa com uns amigos de que gostamos muito. Para finalizar uma refeição soberba, que acho que foi do agrado de todos, fizemos uma tarte de maçã. Dizia-me a minha amiga "não sei como tens tantas ideias, eu nem sei por onde começar". Eu partilhei o meu se…